segunda-feira, novembro 20, 2006


“Não chores pelos bons momentos terem passado, sorri por eles terem acontecido”. Afinal a vida é como um rio, é efémera, vai passado como as correntes, por vezes com pedras, que nos fazem tropeçar ou mudar de rumo, de direcção, de objectivo… mas existem também os bons momentos e desses jamais conseguiremos esquecer porque nos marcaram e fizeram felizes durante um tempo e esse tempo por mais que possa ter sido curto é único, especial e irá acompanhar-nos. Certamente falaremos desses momentos aos nossos amigos, filhos, netos... por isso não devemos chorar nem sofrer por já ter passado, por já ter acontecido, afinal foi tão bom se a vida nos “ofereceu” esses momentos devemos recorda-los com saudade e alegria, a mesma alegria com que os vivemos em tempos. Claro que tudo isto é verdade mas eu como qualquer outro ser humano, tenho saudades de algum momento, de alguém, de …tanta coisa! ! Mas por mais que seja bom recordar é preciso olhar em frente, é como evoluir, é como conseguir dar um novo passo.

quinta-feira, novembro 16, 2006

O meu poema

Quando o tempo escasseia
Quando tudo parece perdido
Quando se pisa na areia
Sem nenhum sentido

Quando parece que nada mais importa
Que tudo está perdido
Quando o mundo à nossa volta
Deixa de ter sentido

Criamos o nosso próprio mundo
Partimos em busca de novos ideais
É nessa altura que no fundo
Começamos uma vez mais

Tanto desejamos
Tanto queremos
Tanto dizemos
Tanto choramos
Até que no fim
Apenas uma coisa sentimos
A vida continua
E em frente seguimos

Esta noite não quero dormir
Esta noite não quero sonhar
Esta noite só quero ir
Aonde o coração me levar

Enquanto a lua brilha no céu
Enquanto o vento sopra devagar
Queria tanto que fosses meu
Queria tanto te poder beijar

Enquanto todos dormem
Enquanto todos sonham

Eu queria ir para a praia
Ver o mar
Pisar a areia
E contigo navegar

Contigo navegar
Contigo partir
Contigo sonhar
E para sempre sorrir

Se ao menos soubesses
Se ao menos sonhasses
Se ao menos me amasses

Queria acariciar o teu rosto
Sussurrar-te ao ouvido
E neste mês de Agosto
Mostrar-te o meu novo vestido

Por ti tudo faria
Por ti ia ao fim do mundo
Por ti eu enfrentaria
O meu medo mais profundo

O medo de amar
O medo de sentir
O medo de voltar a chorar
Por não saberes do meu existir

sexta-feira, novembro 03, 2006


JUST A DREAM

Bem antes de mais gostava de dizer que o que vou contar foi apenas e somente um sonho, não sei precisar o dia em que aconteceu, mas sei que foi em Agosto. Lembro-me de ir a uma espécie de hipermercado tipo feira-nova e depois foi como se me desviasse para um lugar um pouco diferente, entrei numa sala que tinha uma porta de ferro como se fosse um elevador, já no interior da mesma vi um rapaz, sei que ele tinha um cabelo castanho, uma camisola vermelha e olhos castanhos mas….eles tinham algo de diferente. Eu toquei no seu rosto, acariciei-o como se fosse uma flor com pétalas muito delicadas; de seguida ele tocou no meu rosto, mas não foi um simples toque, foi o toque de quem só via com as mãos. Então ele disse “tu és bonita”. Nesse mesmo momento tive vontade de chorar de…não sei mas...então ouvi a voz do meu pai a chamar-me do hipermercado, estava à minha procura, fui-me embora. Mas ao mesmo tempo não fui, porque o meu coração, o meu pensamento e espírito ficaram ali com aquele rapaz desconhecido. Quando saí daquela sala a porta de ferro fechou-se repentinamente. Num outro dia voltei ao dito lugar e atravessei novamente aquela porta! Mas agora uma questão me inundava por dentro, e se apoderava de mim “ se ele pudesse ver…gostaria mesmo de mim? Achar-me-ia mesmo bonita?” Quando entrei ele estava ali de novo, foi estranho é como se estivesse aprisionado…como se estivesse sempre ali. Não sei explicar o que senti quando cheguei de novo àquele espaço…quando olhei para ele, eu queria rir e chorar ao mesmo tempo, eu só queria estar ali, é como se o mundo parasse, a vida deixasse de ter sentido, como se apenas existíssemos nós e aquele momento único…como era possível ter tido tantas saudades de alguém que nem sequer conhecia. Mas era como se o conhecesse desde sempre, abracei-o, mas abracei-o com muita força, não queria deixa-lo, não queria que ele me deixasse, o meu coração parecia que ia explodir a qualquer momento então ele perguntou-me “porque voltaste?”mas eu não lhe respondi, só queria estar ali nos seus braços, só assim me sentia protegida! Depois fiquei a saber o seu nome, chamava-se Pedro. Nunca tinha pensado estar com alguém e gostar de alguém cego, mas isso deixou de ter importância, se é que em algum momento de facto a teve. Voltei a acariciar o seu rosto e depois ele tocou na minha cara com as duas mãos aproximando-a lentamente da sua e envolvemos assim os nossos lábios num doce e ao mesmo tempo apaixonado beijo. Não foi um beijo qualquer disso eu tenho a certeza, porque eu já sonhei que beijava diversos rapazes e em nenhuma dessas vezes eu senti algo tão único e especial, nem na minha vida real quando gostei de alguém o senti! Desde então procuro-te nos meus sonhos Pedro, mas não te voltei a encontrar! Será que existes na vida real? Ou foste apenas um fruto doce da minha imaginação? Será que algum dia exististe? Nunca o irei saber… o que será que o meu inconsciente me quis dizer? Quem me dera saber, quem me dera ter respostas para todas as perguntas mas isso é uma simples fantasia, deste meu ser, jamais será uma realidade.